Durante muitos anos, a remoção do menisco lesionado foi tratada como uma solução simples. Hoje, sabemos que o menisco tem papel fundamental no joelho e que preservá-lo, sempre que possível, é a melhor estratégia a longo prazo. Neste texto, explicamos por que o reparo meniscal ganhou tanta importância.
Para que serve o menisco
O menisco é uma estrutura de fibrocartilagem que funciona como amortecedor e estabilizador do joelho. Ele distribui a carga entre os ossos e ajuda a proteger a cartilagem articular. Quando retiramos tecido meniscal, a sobrecarga sobre a cartilagem tende a aumentar, o que pode favorecer o desgaste ao longo dos anos.
Reparar em vez de remover
Por isso, quando a lesão tem potencial de cicatrização — considerando a localização, o padrão da rotura e a qualidade do tecido —, a prioridade é o reparo, ou seja, a sutura do menisco. A remoção parcial fica reservada para situações em que a preservação não é viável.
Lesões da raiz e em alça de balde
Duas situações merecem atenção. A lesão da raiz compromete a ancoragem do menisco e pode alterar de forma importante a distribuição de carga. Já a lesão em alça de balde ocorre quando um fragmento se desloca dentro da articulação, podendo causar bloqueio do movimento e exigir avaliação ágil. Em ambos os casos, o reparo pode ser possível e desejável.
Como é a recuperação
A reabilitação após o reparo costuma ser mais gradual do que após a remoção, porque respeita o tempo biológico de cicatrização do menisco. Podem existir restrições temporárias de carga e de amplitude de movimento, sempre orientadas pela fisioterapia. O benefício é manter uma estrutura importante do joelho funcionando.
Se você tem uma lesão de menisco e quer saber se o reparo é uma opção no seu caso, procure uma avaliação especializada.
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O Dr. Felipe Angelini está à disposição para esclarecer suas dúvidas e oferecer um acompanhamento especializado para o seu joelho.