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Procedimentos

Tratamento da instabilidade patelofemoral em São Paulo

A instabilidade patelofemoral ocorre quando a patela (rótula) se desloca ou luxa de sua posição, geralmente para a lateral do joelho. Pode acontecer após um trauma ou em pessoas com fatores anatômicos predisponentes. O tratamento é planejado de forma individualizada, corrigindo os fatores envolvidos em cada caso para reduzir o risco de novos episódios.

Paciente recebendo orientação sobre o joelho em consulta

Por que a patela se desloca

A estabilidade da patela depende de um equilíbrio entre estruturas ósseas, ligamentares e musculares. Diversos fatores podem favorecer a luxação, e frequentemente mais de um está presente ao mesmo tempo:

  • Lesão do ligamento patelofemoral medial (MPFL), principal freio contra o deslocamento lateral.
  • Alterações do alinhamento dos membros e da posição da tuberosidade da tíbia.
  • Displasia troclear: quando o "trilho" ósseo em que a patela desliza é raso.
  • Patela alta e frouxidão ligamentar.

Reconstrução do MPFL

A reconstrução do ligamento patelofemoral medial (MPFL) restabelece o principal freio que impede a patela de deslocar-se lateralmente. É uma das etapas mais comuns no tratamento cirúrgico da instabilidade e, em muitos casos, é combinada com outras correções.

Realinhamento distal e trocleoplastia

Quando há fatores ósseos importantes, podem ser necessárias correções adicionais:

  • Realinhamento distal (osteotomia da tuberosidade da tíbia): reposiciona o ponto de inserção do tendão patelar para melhorar a trajetória da patela.
  • Trocleoplastia: remodela o sulco troclear em casos selecionados de displasia acentuada, aprofundando o trilho por onde a patela desliza.

Planejamento e recuperação

O planejamento se baseia em exame físico detalhado e em exames de imagem que avaliam o alinhamento e a anatomia do joelho. A combinação de procedimentos é escolhida conforme os fatores identificados em cada paciente.

A reabilitação é conduzida pela fisioterapia, com progressão de mobilidade, fortalecimento do quadríceps e controle neuromuscular, visando o retorno seguro às atividades.

Perguntas frequentes

Depois de uma luxação, a patela pode sair de novo?

Sim, especialmente quando existem fatores anatômicos predisponentes. A avaliação identifica esses fatores para definir o tratamento mais adequado e reduzir o risco de novos episódios.

Sempre é preciso operar?

Não. Alguns casos, sobretudo após um primeiro episódio sem fatores de risco importantes, podem ser conduzidos com reabilitação. A indicação cirúrgica é individualizada.

O que é a reconstrução do MPFL?

É a cirurgia que restaura o ligamento patelofemoral medial, principal estrutura que impede o deslocamento lateral da patela. Costuma ser associada a outras correções quando necessário.

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